Rejuvenesça!
uma mostra-manifesto

Rejuvenesça!
uma mostra-manifesto

mauro restiffe
renata lucas
carlos fajardo
anri sala
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26 de outubro a

4 de fevereiro

2018-19


Visitação:

Terça a sábado, 14h às 19h


Fazendo as vezes de um quadrado vermelho

Arto Lindsay

08 de dezembro

19h

Com Anri Sala, Arto Lindsay, Carla Zaccagnini, Carlos Fajardo, Nedko Solakov, Mauro Restiffe, Renata Lucas e Rodrigo Andrade. 


O Brasil está vivendo um momento sombrio, com violentos ataques aos valores democráticos e um desmonte da sociedade de direito. Neste contexto, a Casa do Povo acolhe uma demanda urgente – marcada pela necessidade de posicionamento e ação. A iniciativa nasceu de Renata Lucas e do grupo de artistas aqui reunido, essa mostra-manifesto se levanta, inconformada, contra a indiferença perante a situação de exceção que estamos vivendo, convocando a potência da arte para torcer o nosso tempo e tensionar o nosso contexto.

 

Produzida em poucas semanas, a mostra ativou uma rede de artistas, brasileiros e estrangeiros. Além dos artistas acima citados, vale citar também outros artistas que se solidarizaram com a iniciativa mas ainda não tem obras instaladas na mostra como Dominique Gonzalez Foerster, Iran do Espirito Santo e Micol Assael. A exposição é processual, portanto, a lista de obras está em construção. É um ponto de partida apenas. A exposição tem data de início, com os trabalhos já expostos, mas outros poderão ser acrescidos nas próximas semanas, no decorrer de um futuro incerto.

 

Introdução

por Renata Lucas


“rejuvenesça!” é uma mostra-manifesto, organizada por artistas, movida pela urgência de uma resposta a um momento extremamente grave em curso no Brasil.

 

Assistimos, nos últimos dois anos, a uma sequência de rupturas democráticas e à consequente instalação no país de um estado de exceção, acarretando retrocessos nos direitos civis, sociais e trabalhistas; assistimos ao cerceamento dos direitos humanos, com a intensificação do genocídio da juventude negra, da comunidade LGBT, dos indígenas e dos quilombolas. O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, em março deste ano, veio no esteio de inúmeras mortes de líderes de movimentos sociais na cidade e no campo. O candidato mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais incorpora um discurso fascista, cuja principal bandeira é recobrar um dos momentos mais sombrios de nossa história: a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985). Enquanto isso, um dos maiores líderes populares da América Latina segue preso, após um processo judicial de viés político

 

A atual edição da Bienal de São Paulo, assim como diversas instituições e galerias de arte, procurou manter-se neutra diante da barbárie, comportando-se como se nada acontecesse à sua volta. Em contraposição a essa cínica indiferença, nós, artistas que aqui nos apresentamos, criamos uma mostra que contou com a solidariedade da Casa do Povo, espaço democrático que entende a arte como ferramenta crítica dentro de um processo de transformação social.

 

“rejuvenesça!” é a frase final do labirinto de um poema de Ferreira Gullar. Um poema encarnado numa instalação em parceria com Hélio Oiticica, em que um módulo arquitetônico cúbico foi construído para ser penetrado, dentro do qual o visitante encontraria outro cubo, a ser removido para encontrar dentro um outro cubo, que retirado daria em outro cubo, e outro, e assim por diante, até que a remoção do último cubo revelaria a frase escrita num papel. Partimos do avesso, agarrados ao percurso, vasculhando entre sucessivas ruínas, para recobrar algum indício de início.



Em processo

08 de dezembro

50 tons de vermelho, abertura de Rodrigo Andrade

Fazendo as vezes de um quadrado vermelho,  apresentação musical de Arto Lindsay. Saiba mais. 

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