Programação

Círculo de Reflexão sobre
Judaísmo Contemporâneo

Círculo de Reflexão sobre
Judaísmo Contemporâneo

circulo #1
1/1

Sábados, 10h às 12h30

de acordo com a programação divulgada na agenda

Círculo de Reflexão sobre Judaísmo Contemporâneo propõe leituras e conversas sobre temas candentes que envolvem a vida judaica, formando-se um espaço de diálogo qualificado pela contribuição dos participantes. 


Os encontros, na forma de grupo de estudos e leitura, acontecem mensalmente na Casa do Povo. Uma ficha de inscrição é disponibilizada para interessados em participar de cada encontro.


As atividades do Círculo de Reflexão sobre Judaísmo Contemporâneo acontecem uma vez por mês aos sábados. Cada encontro é divulgado na agenda.


Encontro #12

19 de janeiro, 10h

Com Lúcia Chermont


Segundo o pesquisador Henrique Veltman, a revista judaica “Aonde Vamos?”, dirigida pelo jornalista Aron Neumann, foi o primeiro veículo de imprensa brasileiro a publicar a íntegra do discurso de Nikita Kruschev no 20º Congresso do Partido Comunista Soviético, denunciando os crimes de Stalin. Só mais tarde o material saiu no O Estado de S. Paulo e no Diário de Notícias, do Rio.


Na revista “Aonde Vamos?”, o texto veio acompanhado de uma nota do editor, que justificou a publicação dizendo que muitos judeus “simpatizantes do regime, têm dado cego apoio, frequentemente em prejuízo dos interesses judeus e humanitários”. Além disso, lamentava que não houvesse ali referência “às facetas anti-semíticas do regime comunista da Rússia e suas consequências em vários países europeus”. A divulgação deu origem a muitos debates sobre o tema, dentro e fora da comunidade, reverberando ainda hoje.


Estará conosco a historiadora Lucia Chermont, que está desenvolvendo pesquisa sobre o assunto em seu doutorado.



Encontro #11

Com membros do grupo Resistência Democrática Judaica

15 de dezembro, 10h


No dia 10 de dezembro, a Declaração Universal dos Direitos Humanos completou 70 anos. O texto foi aprovado pelos Estados-membros da ONU, incluindo o Brasil, três anos após o fim da Segunda Guerra Mundial.


Para celebrar a data e tratar da importância desse documento para a vida judaica, o 11° encontro do Círculo recebe membros do grupo Resistência Democrática Judaica, formado durante as eleições de 2018. Serão lidos e discutidos os 30 artigos da Declaração Universal, o preâmbulo da Constituição de 1988 e, complementarmente, o texto Os judeus assimilados, ateu-religiosos, libertários: Gustav Landauer, Ernst bloch, György Lukács, Erich Fromm, de Michel Löwy.

Em seguida, como proposta do grupo Resistência Democrática Judaica, será debatida a criação de um Observatório Judaico dos Direitos Humanos.



Encontro #10

Com Bernardo Kucinski

24 de novembro, 10h


Nascido em 1937, em São Paulo, Bernardo Kucinski descende de uma família de judeus imigrantes da Polônia. Seu pai, Majer Kucinski, foi escritor e crítico literário da língua iídiche.


Graduado em física pela USP, Bernardo cedo tornou-se jornalista. Foi editor-assistente da revista Veja e do jornal Gazeta Mercantil, correspondente no Brasil dos jornais ingleses The Guardian e Latin America Political Report, e cofundador de vários jornais alternativos, entre os quais Amanhã, Opinião, Movimento e Em Tempo, e do site Carta Maior. No exterior, trabalhou na BBC de Londres.


Entre 2003 e 2006 foi assessor especial do presidente Lula, para quem redigia um informe analítico diário. Após se aposentar como professor titular da USP, em 2007, passou a se dedicar à literatura, tendo lançado vários livros. Em 2018, recebeu o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, entregue em homenagem aos relevantes serviços prestados às causas da Democracia, Paz, Justiça e contra a Guerra.


Neste encontro do Círculo de Reflexão, Bernardo Kucinski fará a leitura de um conto de sua autoria.



Encontro #9

Com Ari Solon

27 de outubro, 10h


Nas trilhas do fazer revolucionário do século XX, seja no campo prático ou no teórico, destacam-se os nomes de Rosa Luxemburgo (1871-1919) e de Hannah Arendt (1906-1975). Essas duas mulheres se defrontaram com momentos críticos da vida política na Europa, diante da falência das democracias liberais, da ascensão do fascismo e do nazismo, da revolução soviética e das demais iniciativas de implementação do socialismo. Como compreender sua atuação nos dias de hoje? O que podemos encontrar de Rosa Luxemburgo em Hannah Arendt? Que ensinamentos temos dessas mulheres em tempos sombrios?


O 9º encontro do Círculo de Reflexão será mediado pelo Prof. Ari Solon, professor de Filosofia e Teoria Geral do Direito na Faculdade de Direito da USP. A leitura proposta é o texto Mulheres em tempos sombrios: Rosa Luxemburg e Hannah Arendt, de Tanja Strolokken, disponível aqui.


O encontro deste mês é realizado juntamente com a Frente Judaica para os Direitos Humanos (FJDH). Para participar, preencha a ficha de inscrição neste link.



Encontro #8

Com Michel Löwy

22 de setembro, 10h 


Quais as afinidades possíveis entre judaísmo libertário e romantismo no pensamento de autores da Europa Central no início do século XX? Como um certo olhar para o messianismo pôde dialogar com as utopias emancipatórias modernas? Essas são algumas das questões que perpassam o oitavo encontro do Círculo de Reflexão, que terá como convidado o Prof. Michel Löwy, diretor de pesquisas do Centre National de la Recherche Scientifique (França).


A temática faz parte de sua trajetória de pesquisa, divulgada no Brasil em obras como Redenção e Utopia: o judaísmo libertário na Europa Central (1989) e Judeus Heterodoxos: messianismo, romantismo e utopia (2017). A leitura proposta é o texto Romantismo e messianismo no pensamento Judaico da Europa Central no começo do século XX, disponível para leitura aqui.



Encontro #7

Com Rafaela Barkay

18 de agosto, 10h

São várias as aproximações possíveis diante do conflito entre israelenses e palestinos. Por vezes, requer olhares que vão muito além da realpolitik. Na busca por saídas, mulheres ativistas têm desempenhado um papel transformador. 


No sétimo encontro do Círculo, serão discutidas características e nuances desse movimento com a participação de Rafaela Barkay, doutoranda do Programa de Estudos Judaicos e Árabes da FFLCH-USP, que tem como tema de pesquisa a transformação do conflito entre israelenses e palestinos sob uma perspectiva feminista. A discussão se dará a partir da leitura de um trecho de seu diário de campo, escrito durante o período em que esteve em Israel e nos territórios palestinos. 

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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