Programação

Performando Oposições

Performando Oposições

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21 a 29 de outubro

2016

A noção de Performando oposições aponta para a possibilidade de enxergar nas performances artísticas (escrachos, intervenções ou instalações) um repertório potente para as lutas políticas, ao mesmo tempo em que reconhece que o campo da arte funciona também como lugar possível de reinvenção do fazer político. 


Porém, em época de incertezas e crescentes polarizações políticas, talvez seja o caso de suspender o tempo e olhar para outras formas de resistir e assim inventar outros futuros possíveis, ou, para melhor dizer, outros presentes urgentes! A partir dessas inquietações, Les Laboratoires d'Aubervilliers (Paris), Capacete (Rio e Janeiro) e Casa do Povo (São Paulo) ativaram suas redes de artistas, ativistas e acadêmicos para criar possíveis pontos de encontro e fricções entre os participantes, o público esperado, os diversos espaços ativados e os formatos utilizados (conversas, projeções, performances, encontros informais, entre outros) apontando para as muitas correspondências entre as distintas práticas reunidas nesses poucos dias, em São Paulo e no Rio de Janeiro.


O programa começa no Teatro Oficina Uzyna Uzona com perguntas na forma de um inquérito, e segue na Casa do Povo. No primeiro dia foca no corpo como lugar de resistência, e no segundo na multiplicação das frentes como tática de luta. Performando Oposições continua no Rio de Janeiro e se alastra pela capital fluminense, multiplicando os espaços de atuação possíveis (físicos ou virtuais) com o intuito de criar um encontro transdisciplinar, transcultural e transgeracional que surge do rastro deixado pelas ocupações do espaço público desde 2013.


Performando oposições conta com a participação dos alunos do Colégio Estadual Monteiro de Carvalho, Ana Vaz, Camila Rocha Campos, Charles Feitosa, Coletivo Rózà, Daniela Mattos, Cozinha Kombinada, De Olho Nos Ruralistas, Dora Garcia, Emmanuelle Huynh (Cia MUA), Graziela Kunsch, Grupo Contrafilé, Isabelle Launay, Jakub Szczesny, Jean Tible, Kadija De Paula, Latifa Laâbissi, Laura Taves, Lúcio Flávio Pinto, Mão na Lata, Martha Kiss Perrone, Mexa, Myriam Lefkowitz, Patricia Cornils, Pedro Mendes, Peter Pál Pelbart, Ricardo Basbaum, Ronaldo Lemos, secundaristas e estudantes em luta, Sofia do Amaral Osório, Silvia Soter, Sophie Wahnich, Tatiana Roque, Teatro Oficina, Tiago Karai, Toni Negri, UEINZZ, Uno Kuniichi e Vladimir Seixas.


O programa foi desenvolvido coletivamente por Adeline Lepine, Alexandra Baudelot, Ana Druwe, Benjamin Seroussi, Chico Daviña, Mariana Lorenzi, Mathilde Villeneuve, Helmut Batista e Tali Serruya.


Performando Oposições começou no Les Laboratories d'Aubervilliers, na 3ª edição do Les Printemps des Laboratoires (2015).


A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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