Programação

Vozes Ancestrais, Dinâmicas de
Tradução Cultural e a Biblioteca Sistêmica

Vozes Ancestrais, Dinâmicas de
Tradução Cultural e a Biblioteca Sistêmica

apresentação
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17 de janeiro, 19h30

2019

Ler não é somente decifrar textos, é uma escolha aleatória de elementos, tirados um a um do seu contexto. Letras ou tipos não passam de casos específicos do ato genérico da leitura.

Vilem Flusser


Como ler uma biblioteca? Como usar a leitura como elemento organizador da biblioteca? Como relacionar a programação de instituições culturais com a história da instituição a partir de suas bibliotecas e arquivos? Como preservar o patrimônio cultural no domínio digital? Como torná-lo acessível, vivo e significativo para o público?


Como parte das ações do Arquivo Vivo, a Casa do Povo convida a artista Mariana Lanari para uma residência em 2019 que acontece em torno das questões que atravessam o projeto de reforma da biblioteca e da reativação dos acervos históricos da instituição. 


Neste encontro, Vozes Ancestrais, Dinâmicas de Tradução Cultural e a Biblioteca Sistêmica, Mariana Lanari e Remco van Bladel apresentam sua colaboração em continuidade ao projeto Moving Thinking — the origin of one’s thought is the thought of another, que aconteceu numa das maiores bibliotecas de arte moderna da Europa, no Stedelijk Museum, em Amsterdã. Um modelo que pode ser útil para pensar no desenvolvimento de sistemas para a preservação, manutenção, uso, interação e acessibilidade de arquivos e bibliotecas. Uma perspectiva editorial, gráfica, artística e tecnológica para desenvolver ferramentas digitais capazes de transformar a memória institucional em um motor para a produção de novos conhecimentos para o futuro.


Mariana Lanari é editora, artista e pesquisadora baseada em Amsterdã. Ela recebeu um mestrado do Sandberg Instituut e está começando um doutorado na Universidade de Amsterdã.

Remco van Bladel é designer gráfico co-fundador da editora de livros de arte Onomatopee e professor de tipografia na ArtEZ, Arnhem. Ele dirige um estúdio de design multidisciplinar em Amsterdã.


Essa apresentação de Mariana Lanari e Remco van Bladel tem o apoio de Creative Industries Fund NL.

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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