Programação

Voz ativa: Biblioteca social
Mariana Lanari

Voz ativa: Biblioteca social
Mariana Lanari

nova
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Visitação

02 a 27 de julho 

Terça a sábado,

14h às 19h 


Abertura e ativação

06 de julho

Sábado, 11h às 13h


2019

Voz Ativa: Biblioteca Social  é uma instalação inédita que propõe a reativação da biblioteca da Casa do Povo, que permaneceu fechada por 40 anos. A proposta da artista Mariana Lanari consiste em distribuir os mais de 8 mil livros da coleção da instituição em um espaço de 500m² durante o período da exposição.


Os livros são organizados no chão sobre um desenho do mapa do Bom Retiro, bairro onde a Casa do Povo está situada. Projetar a vizinhança nos livros é uma forma de lembrar a origem desta biblioteca, formada por diversas coleções particulares de imigrantes que vieram para o Brasil fugidos da Segunda Guerra Mundial nos anos 40 e habitaram o Bom Retiro. Além de títulos em português, a biblioteca da Casa do Povo também reúne no seu acervo livros em ídiche, alemão, francês, russo e espanhol, e temas ligados à cultura de resistência, economia, política, movimentos sociais, vanguardas pedagógicas, literatura universal, arte e cultura judaica.


Assim como um bairro sem moradores não é uma vizinhança, uma biblioteca sem leitores é apenas um depósito. Em Voz Ativa: Biblioteca Social, o público é convidado a transitar por esta biblioteca-bairro e participar de uma performance sonora, em sete vozes mixadas ao vivo pela artista. Um sistema de som, com microfones distribuídos pelo espaço, permite leituras amplificadas e remixadas ao longo da exposição.


Por meio de instruções deixadas por Mariana Lanari, o leitor-visitante também poderá interferir na instalação, movendo os livros no espaço com base em diferentes critérios de catalogação possíveis, de forma que esta biblioteca em constante movimento se transforme num rizoma sem se prender aos sistemas clássicos de divisão do conhecimento.



Sobre a artista

Mariana Lanari é editora, artista e pesquisadora baseada em Amsterdã. Desenvolve uma pesquisa sobre dinâmicas de tradução cultural e interações entre políticas de acesso ao conhecimento e infraestruturas de memória coletiva em arquivos e bibliotecas físicas e digitais. Em 2015/2016 ela realizou o projeto Moving Thinking — the origin of one’s thought is the thought of another, que aconteceu numa das maiores bibliotecas de arte moderna da Europa, no Stedelijk Museum, em Amsterdã. Na performance que durou 9 meses, a artista reconfigurou a biblioteca com mais de 190.000 títulos, reagrupando os livros e criando novas conexões, onde elementos presentes em um título eram o ponto de partida para a catalogação do livro seguinte, sugerindo uma metáfora para a construção do pensamento e da memória do museu.



O projeto Voz Ativa: Biblioteca social de Mariana Lanari conta com o apoio do Consulado Geral do Reino dos Países Baixos em São Paulo.

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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