Programação

Supremacia humana:
o projeto falido por Daniel Lie

Supremacia humana:
o projeto falido por Daniel Lie

daniel lie
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10 de agosto a 

28 de setembro

2019


Visitação de terça a sábado,

das 14h às 19h

Supremacia humana: o projeto falido uma instalação site-specific é pensada como oferenda para a Casa do Povo. O trabalho de Daniel Lie acontece de 10 de agosto a 28 de setembro, nas duas extremidades do prédio: no subsolo onde fica o antigo teatro TAIB, hoje desativado, e no terraço, espaço onde diferentes usos acontecem diariamente. 


A convite da Casa do Povo para pensar um projeto relacionado ao jardim processo, Daniel Lie coloca em questão a supremacia humana e o jardim como estrutura de colonização, dependência e dominação. O trabalho tem como protagonistas seres além-de-humanos, como fungos e bactérias, que se multiplicam e se transformam no decorrer da exposição. Partindo da ideia da Casa do Povo como ecossistema, cuja atuação sugere consciência própria, a artiste entende a pluralidade de vidas que constituem esse “povo” como existências que incluem também além do humano.


Pensando a instalação como alimento energético para o que não se vê, Daniel Lie reivindica outras lógicas de cooperação entre agentes naturais como base fundante para o jardim em processo.



Sobre Daniel Lie

Artista visual, de ascendência pernambucana e indonesiana, nasceu em São Paulo e vive atualmente um processo nômade. Tem o tempo como pilar central do seu trabalho, desde a memória mais antiga e afetiva - trazendo histórias familiares e pessoais - até o tempo das coisas no mundo e dos ciclos da vida, humanos e além humanos. Por meio de instalações e objetos, utiliza os materiais como eles são e trabalha com a performatividade de elementos como plantas, frutas em decomposição, processos de fungos e bactérias e minerais. O olhar também é direcionado para tensões entre ciência e religião, ancestralidade e presente, magia e vida cotidiana. Daniel Lie já desenvolveu trabalhos site-specific em mais de 11 países com destaque para a sua recente individual no Jupiter ArtLand (Reino Unido),  e participação em exposições coletivas como Bienal de Yogyakarta (Indonésia), Fundação Osage (China), Viena Festwochen (Austria), Kampnagel (Alemanha), Espacios Revelados (Chile e Colômbia). No Brasil, seu trabalho esteve presente na Trienal de Artes do Sesc Sorocaba, Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural Banco do Brasil, Casa do Povo e Oficina Cultural Oswald de Andrade.



O projeto Supremacia humana: o projeto falido conta com o apoio do PROAC Território das Artes. 

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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