Programação

Revolta Lilith

Revolta Lilith

Revolta Lilith
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15 de março
a 01 de abril
Quinta a domingo

20h 

Revolta Lilith é um espetáculo que celebra a desobediência das mulheres em diferentes tempos e espaços. A peça parte do mito pouco conhecido de Lilith, considerada a primeira mulher que viveu no Paraíso. Para alguns, ela teria sido expulsa e se tornado uma “demônia”. Nesta peça, Lilith foge do Paraíso, parte em exílio e organiza uma revolta.


“Eu não estou nos livros. Eu não estou nos espetáculos. A minha língua nunca é a deles.”


Revolta Lilith é o encontro entre quinze mulheres multi-artistas de diferentes áreas, da dramaturgia à direção, passando pela música, vídeo, dança, luz, figurino e artes visuais. O espetáculo se concentra na fronteira entre a performance, o teatro e o cinema.


Um dos pontos de partida para a peça é o livro Lilith, do escritor iraniano Reza Barahéni, que investiga as origens pagãs de Lilith na Babilônia. Fruto de um intenso trabalho de pesquisa da encenadora Martha Kiss, a peça dialoga também com a Gênesis, com debates religiosos judaicos/talmúdicos, com os documentos dos interrogatórios de acusação de bruxaria originais dos séculos XV e XVI na França (Archives Nationales), com o movimento de ocupações secundaristas em São Paulo (com a presença, na peça, de duas secundaristas que participaram ativamente das manifestações e ocupações de escolas, a atriz Ariane Facchinetto e, na câmera, Alicia Esteves), com os relatos das curdas em sublevação hoje e com as experiências de revolta das próprias performers em cena. Boa parte desses documentos é inédita no Brasil e no teatro. Com dramaturgia de Martha Kiss Perrone em colaboração com as artistas participantes, ocorre uma construção coletiva dessa fala ao mesmo tempo ancestral e contemporânea de Lilith.


A peça foi criada em uma residência de quatro meses na Casa do Povo em diálogo direto com o espaço. Todas as frentes do trabalho se realizam ao vivo, diante do público e com ele: a luz, a música e o vídeo são operados pelas próprias performers, durante as cenas. 

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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