Programação

Rejuvenesça!
uma mostra-manifesto

Rejuvenesça!
uma mostra-manifesto

renata lucas
carlos fajardo
1/2

Abertura: 

26 de outubro

18h


Visitação:

Terça a sábado, 14h às 19h


Fazendo as vezes de um quadrado vermelho

Arto Lindsay

08 de dezembro

19h

Com Anri Sala, Arto Lindsay, Carla Zaccagnini, Carlos Fajardo, Nedko Solakov, Mauro Restiffe, Renata Lucas e Rodrigo Andrade. 


O Brasil está vivendo um momento sombrio, com violentos ataques aos valores democráticos e um desmonte da sociedade de direito. Neste contexto, a Casa do Povo acolhe uma demanda urgente – marcada pela necessidade de posicionamento e ação. A iniciativa nasceu de Renata Lucas e do grupo de artistas aqui reunido, essa mostra-manifesto se levanta, inconformada, contra a indiferença perante a situação de exceção que estamos vivendo, convocando a potência da arte para torcer o nosso tempo e tensionar o nosso contexto.

 

Produzida em poucas semanas, a mostra ativou uma rede de artistas, brasileiros e estrangeiros. Além dos artistas acima citados, vale citar também outros artistas que se solidarizaram com a iniciativa mas ainda não tem obras instaladas na mostra como Dominique Gonzalez Foerster, Iran do Espirito Santo e Micol Assael. A exposição é processual, portanto, a lista de obras está em construção. É um ponto de partida apenas. A exposição tem data de início, com os trabalhos já expostos, mas outros poderão ser acrescidos nas próximas semanas, no decorrer de um futuro incerto.

 

Introdução

por Renata Lucas


“rejuvenesça!” é uma mostra-manifesto, organizada por artistas, movida pela urgência de uma resposta a um momento extremamente grave em curso no Brasil.

 

Assistimos, nos últimos dois anos, a uma sequência de rupturas democráticas e à consequente instalação no país de um estado de exceção, acarretando retrocessos nos direitos civis, sociais e trabalhistas; assistimos ao cerceamento dos direitos humanos, com a intensificação do genocídio da juventude negra, da comunidade LGBT, dos indígenas e dos quilombolas. O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, em março deste ano, veio no esteio de inúmeras mortes de líderes de movimentos sociais na cidade e no campo. O candidato mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais incorpora um discurso fascista, cuja principal bandeira é recobrar um dos momentos mais sombrios de nossa história: a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985). Enquanto isso, um dos maiores líderes populares da América Latina segue preso, após um processo judicial de viés político

 

A atual edição da Bienal de São Paulo, assim como diversas instituições e galerias de arte, procurou manter-se neutra diante da barbárie, comportando-se como se nada acontecesse à sua volta. Em contraposição a essa cínica indiferença, nós, artistas que aqui nos apresentamos, criamos uma mostra que contou com a solidariedade da Casa do Povo, espaço democrático que entende a arte como ferramenta crítica dentro de um processo de transformação social.

 

“rejuvenesça!” é a frase final do labirinto de um poema de Ferreira Gullar. Um poema encarnado numa instalação em parceria com Hélio Oiticica, em que um módulo arquitetônico cúbico foi construído para ser penetrado, dentro do qual o visitante encontraria outro cubo, a ser removido para encontrar dentro um outro cubo, que retirado daria em outro cubo, e outro, e assim por diante, até que a remoção do último cubo revelaria a frase escrita num papel. Partimos do avesso, agarrados ao percurso, vasculhando entre sucessivas ruínas, para recobrar algum indício de início.



Em processo

08 de dezembro

50 tons de vermelho, abertura de Rodrigo Andrade

Fazendo as vezes de um quadrado vermelho,  apresentação musical de Arto Lindsay. Saiba mais. 

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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