Programação

Quando Quebra Queima

Quando Quebra Queima

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04, 05, 06 de maio de 2018
(sexta a domingo), 19h
13 de maio de 2018
(domingo), 19

Quando Quebra Queima é uma peça construída por estudantes que viveram o processo de ocupações e manifestações do movimento secundarista em 2015 e 2016. Frutos da primavera secundarista, 14 corpos insurgentes deslocam para a cena a experiência dentro das escolas ocupadas, criando uma narrativa coletiva e comum a partir da perspectiva de quem viveu o dia a dia dentro do movimento.


A peça é uma “dança-luta” coletiva construída a partir das experiências recentes de cada performer: textos, músicas, coreografias, e fotos feitas pelos próprios secundaristas compõem a cena; gritos de luta são cantados; ações e movimentos de rua são evocados no corpo de todos que participam. 


Ocupando o tempo presente, a ColetivA Ocupação provoca de maneira pulsante o universo que compõe esse movimento que transformou o corpo e vida de todos que participaram.


Sobre a ColetivA Ocupação


Em outubro de 2015, o Governo do Estado de São Paulo tentou impor um projeto para reorganizar e fechar mais de 100 escolas estaduais, sem consultar os estudantes ou a comunidade escolar. Como resposta a esse projeto, secundaristas de todas as regiões ocuparam suas escolas e barraram a proposta de sucateamento da educação.


A ColetivA Ocupação é um encontro raro entre entre estudantes, artistas e performers de diferentes regiões de São Paulo, que se conheceram durante as ocupações. Dessa aproximação nasceu o grupo que tem um trabalho contínuo de convivência e criação desde 2016 na Casa do Povo.


A partir disso, a luta secundarista seguiu por vários espaços e ganhou diferentes desdobramentos – o teatro foi uma delas. Durante as ocupações, o grupo experienciou o que é pensar e agir através do corpo e performance como instrumento de combate.


A primeira apresentação da ColetivA aconteceu em 2016, a convite da Casa do Povo, no encontro Performando Oposições. Em 2017, o coletivo foi convidado para criar uma performance para a MIT - Mostra Internacional de Teatro. Em 2018 ap UNEAFRO, no Encontro de Antropologia VI ReAct, na USP, na Escola Nacional Florestan Fernandes e na Escola Estadual Caetano de Campos. Organizaram ainda o encontro O que aconteceu desde que pulamos os muros na Matilha Cultural e foram convidados do programa  Laboratório de Estruturas de Flexíveis na Casa do Povo e no lançamento do livro Negri no Trópico, da N-1 Edições com a participação de Antonio Negri.


Criação e Performance
Abraão Santos
Alicia Esteves
Alvim Silva
Ariane Fachinetto
Beatriz Camelo
Gabriela Fernandes
Ícaro Pio
Leticia Karen
Lilith Cristina
Marcela Jesus
Matheus Maciel
Mel Oliveira
Direção cena Martha Kiss Perrone

Assistência de direção Mayara Baptista
Dramaturgia Coletiva Ocupação
Som/Performance life André Dias de Oliveira e Heitor de Andrade
Vídeo Martha Kiss Perrone
Fotos durante a peça Alicia Esteves
Figurino Coletiva Ocupação e Lu Mugayar
Iluminação Alicia Esteves e Mayara Baptista
Preparação Corporal Natália Mendonça
Operação vídeo em cena Mayara Baptista
Arte Cartaz Alicia Esteves/ Edições Auroras/ Ocupeacidade
Oficina Voz Tatiana Parra
Produção Coletiva Ocupação/Otávio Bontempo/Julia Oliveira Kiss
Apoio Casa do Povo

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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