Programação

Maratona Errorista
Etcétera (Buenos Aires)

Maratona Errorista
Etcétera (Buenos Aires)

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A prova de pedestres denominada Maratona Errorista é a primeira e última corrida desse gênero.


Está tudo errado! A delação é premiada; a tarifa aumenta; a velocidade é liberada; a violência também; o crack se tornou assunto policial; o tempo desaparece e só nos resta correr atrás do prejuízo. Quando está tudo errado… talvez seja o caso de errar ainda mais um pouco. Ação errorista já! Para des-acelerar São Paulo: o último que chegar, ganha!


REGULAMENTO

1 – A PROVA

1.1. A prova de pedestre denominada MARATONA ERRORISTA, proposta pelo coletivo Etcétera, doravante denominada EVENTO, é realizada no dia 29 de julho de 2017 na cidade de São Paulo, com a participação de PESSOAS DE QUALQUER GÊNERO, doravante denominadas ATLETAS-ERRORISTAS, independentemente da condição climática.
1.2. O EVENTO é uma REALIZAÇÃO da Casa do Povo, cujo projeto teve o apoio do Proac Espaços Independentes 2016. As inscrições são realizadas EXCLUSIVAMENTE de forma livre e espontânea no dia do EVENTO.
1.3. O EVENTO tem LARGADA na Rua Três Rios, 252 e CHEGADA no mesmo endereço, em frente à Casa do Povo, conforme o percurso improvisado na ocasião do EVENTO.
1.4. O início do EVENTO está previsto para as 15h com a entrega do kit atlético.
LARGADA: a partir das 16h em pelotão desorganizado. A ORGANIZAÇÃO solicita extrema atenção às chamadas do PERSONAL TRAINER COLETIVO na área de LARGADA para eventuais ajustes nos respectivos horários.

2 – DAS INSCRIÇÕES

As inscrições são feitas na hora, por ordem de chegada. A Casa do Povo disponibiliza 60 (sessenta) vagas para inscrição. O valor da inscrição é nulo.
a. A ORGANIZAÇÃO disponibiliza kits atléticos nos termos do item 3 deste regulamento.
b. Ao se inscrever no EVENTO o ATLETA-ERRORISTA o faz de forma pessoal e transferível, havendo possibilidade de transferência dessa inscrição para outro ATLETA-ERRORISTA.

3 – RETIRADA DE KIT ATLÉTICO

a. Além do NÚMERO DE PEITO, o ATLETA-ERRORISTA poderá receber:
- Jornal ERRORISTA do EVENTO;
- Cobertor ERRORISTA;

- Pedaços de pizzas;
- Outros.
b. O participante fica ciente de que a responsabilidade do uso indevido do cobertor é de sua exclusiva responsabilidade, bem como a escolha coletiva dos sabores da pizza ao final do EVENTO.
c. A entrega do kit atlético é realizada no dia do EVENTO na Casa do Povo.
d. Com o kit atlético, o ATLETA recebe instruções e o NÚMERO DE PEITO. Cada NÚMERO DE PEITO corresponde a uma das 48 LEIS DO PODER, extraídas do livro de cabeceira do Prefeito João Doria. A qualquer momento, o ATLETA-ERRORISTA pode ser convocado pelo PERSONAL TRAINER coletivo a ler a lei correspondente ao seu número, redigida abaixo do mesmo.

4 – CLASSIFICAÇÃO DO EVENTO E PREMIAÇÃO

a. A classificação dos ATLETAS-ERRORISTAS na prova é inversa à sua colocação (tempo/ordem de CHEGADA) e é anunciada no fim do EVENTO sem publicação posterior.
b. Todo ATLETA-ERRORISTA que completar o EVENTO tem direito à seguinte premiação:
- No EVENTO, entrega de um troféu para o último ATLETA-ERRORISTA que completar a prova.
- Como tudo em São Paulo, o EVENTO termina em pizza.

6 – REGRAS GERAIS DO EVENTO E CONSIDERAÇÕES FINAIS

a. O ATLETA-ERRORISTA que em qualquer momento propõe novas regras para este REGULAMENTO poderá ver essas mesmas regras acatadas pela ORGANIZAÇÃO.

b. A ORGANIZAÇÃO pode, conforme as necessidades do EVENTO, incluir ou alterar este REGULAMENTO, total ou parcialmente.

A participação do ATLETA-ERRORISTA no EVENTO é errada.


Criado no ano 1997 em Buenos Aires, o Etcétera conta atualmente com Loreto Garín Guzmán (Chile) e Federico Zukerfeld (Argentina), e, desde o princípio, atua no cruzamento de militância, poesia e teatro. Entre suas ações estão escrachos denunciando genocidas da ditadura militar argentina (1976-1983) e ativações artísticas ligadas aos movimentos sociais durante a crise de 2001. Conjuntamente à rede de artivistas, em 2005 fundaram o Movimento Internacional Errorista que, com senso de humor crítico de viés surrealista, exalta o erro como experiência fundamental de desvio às formas especulativas e racionalistas do capitalismo contemporâneo.

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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