Programação

PF
Kadija de Paula

PF
Kadija de Paula

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2017

PF [PRATO FEITO | PRETTY FAIR | PROPER FUEL] é um almoço à base de plantas integrais que propõe o corpo como campo de batalha de uma auto-revolução que começa pela boca a partir do equilíbrio econômico, nutricional e político do Prato Feito. 


O projeto é uma proposta da artista Kadija de Paula que teve início no Capacete (Rio de Janeiro) e que acontece na Casa do Povo em 2017 a partir de projetos políticos culinários.


O PF é servido no espaço da Metacozinha às terças e sextas-feiras, das 12h às 14h. O preço do prato é definido a partir de um orçamento aberto compartilhado pela artista antes do almoço ser servido (entre R$10 a R$20).


Paralelo ao projeto do PF, a artista Kadija de Paula desenvolveu uma série de ativações no espaço:


VICTORY IS IN THE KITCHEN foi uma ação realizada pela artista Kadija de Paula na ocasião da inauguração de Assim Elas Comemoram a Vitória, de Yael Bartana. Para esta ocasião, Kadija produziu uma facsímile de uma poster do Scottish Savings Committee da Primeira Guerra Mundial que incentivava  donas de casa da época a lutarem através do racionamento de alimentos sob o lema  “VICTORY IS IN THE KITCHEN”. A artista também produziu uma tradução de poster do American Food Association feito durante a Segunda Guerra Mundial com instruções de como melhor utilizar estes alimentos. Mensagens válidas nos dias de hoje, esses pôsteres foram apresentados na Metacozinha enquanto Kadija, em parceria com Chico Togni, serviu bolinhos de arroz e outros quitutes feitos a partir do reaproveitamento de alimentos que seriam descartados.


LA COMEDORA, um programa de comedoria experimental que aconteceu durante a 16ª Feira Tijuana. A artista reuniu seis diferentes iniciativas de “public-ações” comestíveis realizadas por artistas-cozinheiros, que pensam o que e como comemos a partir de suas práticas artísticas. Sheila Teme Umidade, Comida de Papel, Cozinha Nômade, Comida Impressa, Creative Commes e Sol de Noite refletem sobre os impactos políticos, sociais, ambientais e nutricionais da produção e distribuição de alimentos por meio de intervenções que combinam arte e culinária. Desnaturalizar alguns hábitos alimentares ligados a sistemas opressores de poder e apontar a outros usos da terra, outras relações de trabalho e outras temporalidades torna o ato de comer um gesto político que atravessa diferentes áreas do conhecimento e da vida diária. A insubmissão começa pela boca.


BOLO DE RETALHOS, uma composição de bolos trazidos pela comunidade do bairro reunidos em uma mesa colaborativa para a comemoração dos 64 anos da Casa do Povo. A ideia de Kadija de Paula foi executada em parceria com Chico Togni e Fernanda Morse.


Enquanto o espaço da Metacozinha passava por reformas estruturais, Kadija de Paula realizou novas ativações e desdobramentos como o ENCONTRO DE MARMITAS todas as terças das 12 às 14hrs a partir do dia 12 de setembro de 2017. Esses encontros abrem o espaço da Metacozinha como copa pública e propõe uma conversa ao redor da autonomia alimentar, questionando como podemos nos aproximar da produção dos nosso alimentos da terra até a cozinha.




A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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Clique aqui para ver as edições antigas do Nossa Voz (de 1947 a 1964).