Programação

O Filho de Osum e o Bom Retiro – Ficção, desejo e memória

O Filho de Osum e o Bom Retiro – Ficção, desejo e memória

osum
1/1

29 de novembro

19h30

2019

A Casa do Povo acolhe o lançamento de O filho de Osum, de Decio Zylbersztajn, publicado pela Editora Reformatório. Na ocasião do lançamento também acontece o debate  “O Filho de Osum e o Bom Retiro – Ficção, desejo e memória”, conduzida pelo escritor e professor da USP, Decio Zylbersztajn, junto com a doutora em História Paula Janovitch e o médico Roberto Bromberg. 


O filho de Osum é um romance histórico de autoria de Zylbersztajn, que faz um recorte na História do Bom Retiro ao retratar a miscigenação entre cultura afro-brasileira e judaica no bairro paulistano, na década de 1950. O livro conta a história de Jos, holandês que foge para o Brasil na época da ocupação alemã em seu país, durante a Segunda Guerra Mundial. Indo morar no Bom Retiro, ele conhece Preta Lina, empregada em um prostíbulo no bairro. Ela é filha de Oxum e lhe oferece proteção por identificar nele traços desse mesmo Orixá. Mas Jos envereda por outros caminhos, pondo em jogo seu destino. Decio Zylbersztajn realizou uma pesquisa acurada para compor a obra, consultando estudos, ensaios e jornais da época tanto na Holanda quanto no Brasil.


A mesa redonda “O Filho de Osum e o Bom Retiro – Ficção, desejo e memória” será organizada na forma de diálogo entre os participantes, motivando a participação do público. Alguns temas abordados serão: a temática policultural do bairro, o convívio entre as culturas afro e judaica, retratado no livro, o drama dos imigrantes/refugiados, prostitutas chamadas Polacas, entre outros.  


Decio Zylbersztajn é escritor, professor titular sênior na USP e músico. Nascido no Bom Retiro (SP), é autor do romance “O Filho de Osum” (Ed. Reformatório, 2019), ambientado no bairro. Estudou a infância e adolescência no Grupo Escolar Marechal Deodoro no Bom Retiro, escola que abrigou gerações de filhos de imigrantes e que, ainda hoje, é a escola pública com maior número de imigrantes e pessoas ‘refugiadas’, entre seus alunos. É agrônomo e PhD em Economia, tendo completado sua formação nas Universidades de São Paulo, Carolina do Norte e Berkeley.


Paula Ester Janovitch é mestre em Antropologia (PUC/SP) e doutora em História Cultural (USP). Foi pesquisadora do Departamento de Patrimônio Histórico de São Paulo. Há alguns anos promove caminhadas/percursos históricos na antiga área de confinamento do Bom Retiro, nas ruas Aimorés e Cesare Lombroso.


Roberto Bromberg e médico ginecologista e mastologista com formação em Psicanálise e Psicossomática. Foi consultor para História e Antropologia da Sexualidade para a Organização Mundial de Saúde e Johns Hopkins Hospital (Baltimore, Maryland, EUA).  


A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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