Programação

Ato
Herzog, presente!

Ato
Herzog, presente!

Divulgação
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 Concentração

 24 de outubro, 19h30 / 2018

A Casa do Povo acolhe um ato em memória do jornalista Vladimir Herzog, organizado por membros da comunidade judaica e de movimentos juvenis judaicos de São Paulo. Com ponto de partida na rua Três Rios, 252, o ato segue pelas ruas do Bom Retiro e se encerra no portão do antigo presídio da Avenida Tiradentes, lugar fundamental de memória da resistência à ditadura.


Oradores Ivo Herzog, Mariana Berger, Maurice Politi

Canto Avi Bursztein


Vladimir Herzog, conhecido como Vlado, foi um jornalista, professor e dramaturgo brasileiro. Judeu, nascido em 1937 na então Iugoslávia, sua família imigrou para o Brasil nos anos 40 fugindo do nazismo. Foi diretor da TV Cultura e defensor dos direitos humanos e da democracia. Foi preso, torturado e assassinado pela ditadura civil-militar no dia 25 de outubro de 1975.


Assim como Vlado, judias e judeus como Ana Rosa Kucinski, Maurício e André Grabois, Chael Schreier, Gelson Reicher, Pauline Reischtul, José Roberto Spiegner, Yara Iavelberg e milhares de pessoas defensoras dos direitos democráticos foram perseguidas e assassinadas pelo regime autoritário, que tomou o poder por vinte e um anos no Brasil.


Hoje, 30 anos após a Constituição Cidadã - um dos principais marcos da redemocratização em nosso país - vivemos um novo momento de ameaça de nossos direitos. O processo eleitoral está sendo marcado pela ausência de debate, propagação de notícias falsas, ódio, racismo, homofobia, apologia à tortura, além da escalada de violência - já foram registrados mais de 80 casos de agressão física com motivação política desde o primeiro turno. 


Diante deste cenário, nós, organizações e movimentos juvenis da comunidade judaica, precisamos lembrar. Lembrar daqueles que deram suas vidas em nome da democracia. Lembrar das consequências trágicas do avanço de governos autoritários. Precisamos reconhecer a importância de nos posicionarmos a favor dos direitos humanos, sociais e democráticos. Precisamos estar do lado da liberdade e da vida, de acordo com a nossa história.


É por isso que convidamos todas e todos a se juntarem em nome da memória, da busca da verdade, da democracia. Herzog, presente!


“Quando perdemos a capacidade de nos indignar com as atrocidades praticadas contra outros, perdemos também o direito de nos considerar seres humanos civilizados”.

Vladimir Herzog


A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


Acesse  as edições recentes abaixo.
Clique aqui para ver as edições antigas do Nossa Voz (de 1947 a 1964).