Programação

Exibição Ex-Pajé
Cura Bra Cura Té

Exibição Ex-Pajé
Cura Bra Cura Té

expajé
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Exibição Ex-Pajé

28 de junho

20h


Exibição Auto de Resistência

12 de julho

20h

No contexto da instalação Cura Brá Cura Té, parte da exposição Sopro, que acontece na Pinacoteca do Estado de São Paulo até 15 de julho, a Casa do Povo acolhe o artista Ernesto Neto para duas sessões de filme com debates nos dias 28 de junho e 12 de julho.


Programação


28 de junho, 20h

Exibição do filme Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi, seguido de uma conversa com Carlos Papá Mirim, Cristine Takuá, Luiz Bolognesi e Pastor Ariovaldo Ramos


Até o contato do povo Paiter-Suruí com os brancos, em 1969, Perpera era um pajé poderoso. Após a chegada dos brancos, um pastor evangélico afirma que pajelança é coisa do diabo e Perpera perde seu papel na tribo, passando a viver com medo dos espíritos da floresta. Mas quando a morte ronda a aldeia, o poder de falar com os espíritos pode novamente ser necessário.


Sobre os participantes da conversa


Carlos Papá Mirim

É pajé e cineasta indígena do povo Guarani Mbya. Trabalha há mais de 20 anos com produções audiovisuais, com o objetivo de fortalecer e valorizar a cultura guarani mbya por meio da realização de documentários, filmes e oficinas culturais para os jovens. Também atua como líder espiritual em sua comunidade. Vive na aldeia do Rio Silveira, onde participa das decisões coletivas e busca ajudar a sua comunidade a encontrar caminhos para viver melhor. É  Conselheiro do Instituto Maracá.


Cristine Takuá

Filósofa, educadora e artesã indígena, vive na aldeia do Rio Silveira.Na comunidade do Rio Silveira é professora da Escola Estadual Indígena Txeru Ba’e Kuai’ e também auxilia nos trabalhos  espirituais na casa de reza. É também Fundadora e Conselheira do Instituto Maracá e represente por SP na Comissão Guarani Yvyrupa (CGY). Também é representante do núcleo de educação indígena dentro da Secretaria de Educação de SP e membro fundadora do FAPISP ( Fórum de articulação dos professores indígenas do Estado de SP.


Luiz Bolognesi

É roteirista e diretor de cinema. Seu mais recente documentário foi Ex‐Pajé. Lançado em 2018, o filme dirigido e roteirizado por Bolognesi, retrata a história de Perpera, um poderoso pajé do povo Paiter‐Suruí, que teve seu papel na tribo transformado após contato com os brancos. O longa recebeu menção honrosa de melhor documentário do Festival de Berlim 2018, foi premiado como Melhor Fotografia no Festival Présence Autochtone (Canadá, 2018) e Hugo de Prata no Festival Internacional de Chicago (2018). No Brasil, foi premiado pela crítica como melhor filme no festival de documentário É Tudo Verdade 2018. Atualmente, ele está em exibição em canais fechados e disponível em DVD em livrarias pelo país. Ainda na temática indígena, roteirizou o filme Terra Vermelha (2008) que retratou a realidade da tribo Guarani‐Kaiowá e teve grande repercussão internacional.


Pastor Ariovaldo Ramos

Líder da Comunidade Cristã Renovada, ex-presidente da Associação Evangélica Brasileira e um dos fundadores da Frente de Evangélicos Pelo Estado de Direito, uma resposta ao grande número de crentes que defendem a justiça, o direito e a democracia.



Próxima sessão

12 de julho, 20h

Exibição do filme Auto de Resistência, de Natasha Neri e Lula Carvalho


Agradecimentos

Buriti FilmesFortes D'Aloia e GabrielPinacoteca do Estado de São Paulo e Empanadas Rincon Dona Flora

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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