Programação

Estudos do comum

Estudos do comum

comum
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13 a 16 de novembro

2019

Nem privado, nem público, os espaços artísticos autônomos podem ser, antes de tudo, espaços do comum. Espaços que compartilham recursos e coletivizam sua gestão, espaços onde se inventam novos desejos e novos propósitos, novas associações e novas formas de cooperação, para além do campo das artes.

 

O programa Estudos do Comum propõe reunir agentes que compartilham e reinventam diariamente a noção de comum em contextos e espaços diversos: o quilombo urbano Casa Tainã, em Campinas, o Instituto Procomum, em Santos, o Casco Art Institute, em Utrecht (Holanda) e a Casa do Povo, em São Paulo. A essa triangulação de espaços e agentes, somam-se outros coletivos e indivíduos, participantes e público que integram esse encontro (Ocupeacidade, Mitchossó, Graziela Kunsch, Alana Moraes de Souza), ou que foram parte de encontros anteriores (Jera Guarani, da aldeia Guarani Mbya Kalipety, Thiago Vinícius, da Agência Solano Trindade e Rosana Fernandes, da Escola Nacional Florestan Fernandes), formando uma rede de cuidado que se fortalece ano a ano.


Talvez o ponto comum a essa pequena multidão heterogênea seja justamente sua vitalidade social. Por isso, durante esses dias de encontro, de troca e de convivência, o comum esteja menos presente enquanto representação teórica e mais vivo como inteligência coletiva, afetação recíproca, sensorialidade compartilhada, linguagem alargada.



Programação


13 de novembro

Quarta-feira

A Casa do Povo estará no Instituto Procomum, em Santos.


14 de novembro

Quinta-feira, 19h30 às 21h30

Binna Choi, diretora do Casco Art Institute: Working for the Commons, faz uma fala aberta sobre o Levante de Gwangju, uma rebelião civil contra o regime ditatorial que então vigorava na Coréia do Sul, traçando paralelos entre este acontecimento e a noção de comum. Alana Moraes de Souza, antropóloga social e doutoranda pelo programa de Antropologia Social do Museu Nacional (UFRJ), comenta o comum a partir do território brasileiro, ativando os acontecimentos sociais ocorridos desde 2013 no país. Junto a eles, o Mitchossó, coletivo de mulheres coreanas-brasileiras que habita a Casa do Povo coorganiza o encontro e faz um jantar que conecta Gwangju e Bom Retiro, pela perspectiva de filhas e netas de imigrantes.


Encontro aberto.

  

15 de novembro

Sexta-feira, 12h às 16h

Binna Choi apresenta o Casco Art Institute: Working for the Commons, instituição em Utrecht (Holanda), que dirige desde 2008. A artista Graziela Kunsch, residente no Casco em 2010 e 2011, no projeto "The Grand Domestic Revolution", irá conduzir a conversa com Binna sobre os possíveis desdobramentos da noção de comum em espaços híbridos ligados à arte, moradia e movimentos sociais. À tarde, o coletivo Ocupeacidade propõe um mutirão de lambes e cartazes junto aos participantes da conversa com Binna e Grazi, recuperando temas, imagens e frases disparadoras para uma produção gráfica coletiva.  


Encontro aberto.

 

16 de novembro

Sábado

A Casa do Povo estará na Casa Tainã, em Campinas.





A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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