Programação

E se as mulheres governassem
o mundo? Yael Bartana

E se as mulheres governassem
o mundo? Yael Bartana

what if
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08 de dezembro, 17h

Conversa aberta / 2018

Foto: E se as mulheres governassem o mundo? [What if women ruled the world?] no Manchester International Festival 2017 


Nos preparativos para 2019, a Casa do Povo e o Goethe-Institut São Paulo recebem a artista Yael Bartana para uma conversa aberta sobre o capítulo paulistano do seu projeto em andamento E se as mulheres governassem o mundo? [What if women ruled the world?]


Yael parte de uma interpretação livre dos minutos finais do filme Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick, quando homens, reunidos na "war room", estão prestes a levar nosso planeta à destruição. No projeto da artista, pensadoras, legisladoras, ativistas e cientistas se reúnem na Casa do Povo para elaborar um manifesto coletivo desenhado exclusivamente por mulheres para propor um outro mundo possível. 


Nascida em Israel, Yael Bartana desenvolve uma obra complexa que questiona narrativas oficiais e reinventa rituais como intuito de analisar a construção de identidade coletivas. Participou das principais bienais ao redor do mundo e teve uma retrospectiva da sua obra no MoMA PS1, se firmando como uma das principais artistas da atualidade.


Yael Bartana visitou diversas vezes a Casa do Povo em suas viagens recentes pelo Brasil. Encontrou na instituição um lugar que ecoa seu trabalho, que oscila entre uma crítica feroz ao modernismo e às suas utopias que anunciavam futuros nunca realizados, mas em nome das quais o presente é constantemente destruído. Em trabalhos mais recentes, usando o cinema, a performance e outros dispositivos, Yael Bartana criou novos rituais, fundou movimentos políticos, inventou narrativas nacionais extraoficiais e desenhou passados míticos, sugerindo que a imaginação é algo sério demais para ser deixada nas mãos dos políticos. 


Em 2017, inaugurou na fachada o neon Assim elas comemoram a vitória, num diálogo direto com a história da Casa do Povo. 

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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