Programação

Círculo de Reflexão sobre Judaísmo Contemporâneo #13
com Claudia Andujar

Círculo de Reflexão sobre Judaísmo Contemporâneo #13
com Claudia Andujar

claudia
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16 de fevereiro, 11h às 13h 

2019

Foto: Claudia Andujar. Jovem Wakatha u thëri, vítima de sarampo, é tratado por xamãs e paramédicos da missão católica do Catrimani, Roraima, 1976. 



A Constituição de 1988 garantiu aos povos indígenas o direito à demarcação de seus territórios, como caminho necessário à manutenção da vida e das práticas culturais das populações originárias do Brasil. O questionamento desse direito, entretanto, bem como formas variadas de desrespeito e violência contra essa população, tem sido uma constante, especialmente nos últimos anos.


A história dos Yanomami, um dos povos que até meados do século XX mantinha-se em relativo isolamento, apresenta um exemplo dessa trajetória de ampliação dos riscos de extinção à medida em que o interesse econômico de exploração dos recursos naturais ganha força.

Muito do que conhecemos sobre os Yanomami deve-se ao trabalho da fotógrafa Claudia Andujar, que desde a década de 70 se aproximou e pôde registrar atividades diárias na floresta e nas malocas, rituais xamânicos, cerimônias funerárias, entre outros aspectos da vida cotidiana. Sua atuação foi fundamental, entre outros momentos, num período de epidemia de sarampo entre os índios, quando ela auxiliou no registro para os cadastros de saúde e vacinação.


Reunindo técnica fotográfica e um olhar artístico aberto a experimentações, produziu um acervo singular, de inestimável valor como testemunho das formas de vida de povo e da sensibilização dos públicos, no Brasil e no exterior, para a causa da defesa dos povos indígenas. Durante a ECO 92, desempenhou papel basilar em prol da demarcação das terras dos Yanomami, ao lado do missionário Carlo Zacquini.


Nascida na Suíça em 1931, filha de pai judeu e mãe protestante, Claudia Andujar fugiu do nazismo e acompanhou de perto as dores do genocídio cometido contra os judeus europeus, perdendo parte de sua família no Holocausto.


No 13° encontro do Círculo, a proposta é refletir sobre o papel do registro e da difusão da cultura de povos em risco de desaparecimento. Será uma oportunidade também para dialogar sobre as perspectivas de solidariedade entre povos que sofreram genocídios em algum momento de sua história.


Atividade realizada com o apoio da Galeria Vermelho.

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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