Programação

Círculo de Reflexão sobre Judaísmo Contemporâneo #22
com Jeanne Marie Gagnebin

Círculo de Reflexão sobre Judaísmo Contemporâneo #22
com Jeanne Marie Gagnebin

benjaminbrecht
1/1

09 de novembro

11h às 13h

2019

Foto: Walter Benjamin (de óculos) enfrenta Bertold Brecht no xadrez


São muitas e profundas as contribuições de Walter Benjamin para novos olhares sobre as experiências culturais e políticas da sociedade europeia do Século XX. Vivendo nas grandes metrópoles europeias, em particular Berlim e Paris, viu ruir uma pretensa estabilidade econômica e política, abalada pela Primeira Guerra Mundial, pela Revolução Russa e pela ascensão do fascismo e do nazismo. Sua obra reúne textos filosóficos, crítica cultural, ensaios sociológicos e traduções. Trabalhou próximo do grupo que ficou conhecido como Escola de Frankfurt - tendo boa parte de sua obra publicada postumamente por Theodor Adorno e colegas -, mas foi amigo de pessoas diversas e até opostas: Gershom Scholem, Bertold Brecht, Asja Lacis, Hannah Arendt, Fritz Lieb.


O texto que estará no centro de nossa conversa é "Sobre o conceito de história", que foi escrito na França, em 1939/1940, em plena Segunda Guerra Mundial, num momento em que Benjamin, judeu alemão de esquerda, teve que fugir de Paris, tomada pelos nazistas. Barrado entre a França e a Espanha e na iminência de ser deportado de volta, Benjamin escolhe o suicídio na fronteira. As teses presentes em "Sobre o conceito de história" constituem texto belo, provocativo e instigante, um questionamento intenso sobre a escrita da história e sobre a concepção do tempo histórico.

  

A conversa do Círculo de Reflexão #22 será mediada pela professora de filosofia Jeanne Marie Gagnebin, professora titular da PUC-SP e livre-docente pela Unicamp. Autora, entre outros, das obras Walter Benjamin, Os cacos da história (1983, nova edição 2018), História e Narração em Walter Benjamin (1994), Lembrar, escrever, esquecer (2006), Limiar, aura e rememoração, Ensaios sobre Walter Benjamin (2014).

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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