Programação

Círculo de Reflexão sobre Judaísmo Contemporâneo #20
com Celso Garbarz

Círculo de Reflexão sobre Judaísmo Contemporâneo #20
com Celso Garbarz

circulo20
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14 de setembro, 10h às 12h

Vivemos um mundo fruto de receptáculos totalmente estilhaçados – que precisam ser recolhidos com nossas próprias mãos para torná-lo novamente luminoso, segundo o cabalista do séc. XVI Isaac Luria. Em tempos de crise dos direitos humanos e de acentuadas desigualdades sociais e econômicas é possível deixar de lado a ação? Até onde vai a arte, a religião, a filosofia, a literatura?


Tikun Olam, conceito universalista da tradição cultural judaica, significa reparação do mundo. Definido pelo ativismo e prática das boas ações, é relacionado à política e justiça social, humanismo e meio ambiente. 


A conversa do #20 Círculo será mediada por Celso Garbarz, historiador e ativista. Celso viveu em Israel e é membro do kibbutz Ramot Menashe há 40 anos. Atualmente coordena o Instituto Anchieta Grajaú, na zona sul de São Paulo. Foi integrante do comitê executivo da Anistia Internacional e do movimento pacifista Paz Agora. Também integrou a organização israelense B'Tselem, voltada à luta pelos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados. O tema deste Círculo se alinha com o processo de criação do jardim Casa do Povo, concebido em iniciativas que se inspiram no conceito do Tikun Olam.




Imagem: Man Ray, Sem título (Mãos e esfera), [Folha 4] do livro "Les champs delicieux", fotograma (chamado rayograma pelo artista), 1922.

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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Clique aqui para ver as edições antigas do Nossa Voz (de 1947 a 1964).