Programação

Cidade
por Mark Lewis

Cidade
por Mark Lewis

capa
1/1

Abertura

06 de abril, 11h

2019


Visitação até 

27 de abril

Terça a sábado,

14h às 19h

Still de São Paulo Parte 1 (2019)



Cidade apresenta dois filmes inéditos do artista anglo-canadense Mark Lewis comissionados pela Casa do Povo. Os filmes são exibidos de forma contínua dentro do horário de funcionamento da instituição.



Um olho sobrevoando as ruas vazias de São Paulo desvenda uma cidade devastada.


Cidade faz um percurso entre o Teatro de Arte Israelita Brasileiro, conhecido como TAIB, situado no subsolo da Casa do Povo, e o Art Palácio, localizado no largo do Paissandú. As duas salas, marcos da arquitetura moderna paulistana – respectivamente, um teatro projetado por Jorge Wilheim nos anos 1950, e um cinema desenhado por Rino Levi nos anos 1930 – encontram-se, hoje, infelizmente, arruinadas. No filme, porém, a lógica se inverte. Enquanto as ruas vazias e congeladas formam um cenário pós-apocalíptico, as duas salas, outrora dedicadas à ilusão teatral e cinematográfica, voltam a esbanjar suas impecáveis feições modernistas.


Mark está familiarizado com a cidade de São Paulo, suas ruas e sua arquitetura. Já realizou oito filmes na cidade. Cada um guarda no título o nome do local onde foi feito o registro, como Escada rolante de Pinheiros, Galeria do Rock ou Urubus do Edifício Martinelli (2014). Nenhum desses filmes pretende ser um comentário sobre a cidade em si. São observações precisas e reflexões silenciosas onde o espaço construído e suas diversas camadas surgem como tela de fundo de gestos cotidianos que, uma vez filmados, tornam-se coreografias urbanas.


A câmera de Mark circula livre e lentamente, sem som, extrapolando os limites do corpo, atravessando vãos e voando entre edifícios. Resulta em planos-sequência no limiar da fotografia documental e do cinema. Em seus trabalhos mais antigos, Mark não intervém além do cirúrgico recorte fílmico. Porém, em obras recentes como Lounge (2017) e Bauhaus (2019), o cineasta interfere cada vez mais no objeto filmado mesmo que, muitas vezes, de forma imperceptível. Essa mudança é um delicado ponto de inflexão em seu trabalho, caracterizando os dois novos filmes comissionados pela Casa do Povo. Fotografando, cortando, espelhando e recompondo cenários, Mark se envolve em experimentos de edição sem nunca abrir mão do plano-sequência, respeitando o tempo das coisas para jogar uma luz crítica sobre um presente desmoronado e assim revelar outras histórias possíveis.


Benjamin Seroussi




Sobre Mark Lewis


Nascido em Hamilton, Ontário, em 1958, Mark Lewis vive e trabalha em Londres. Em 2009 representou o Canadá na 53ª Bienal de Veneza com a exposição Cold Morning. Já realizou exposições individuais no Le Bal (Paris, 2015), The Power Plan (Toronto, 2015), Van Abbemuseum (Eindhoven, 2013), Forte Di Bard (Itália, 2011), Canada House (Londres, 2015) e Museu do Louvre (Paris, 2014). Em 2015, Mark completou seu primeiro longa-metragem, Invention, que teve sua estreia no Festival Internacional de Toronto e circulou por festivais em Berlim, Londres, Chicago e na 31ª Bienal de Arte de São Paulo. Em 2017, exibiu seis filmes em exibições na Art Gallery of Ontario e no Austin Contemporary, no Texas. Foi premiado por diversas organizações canadenses por sua atuação, como um prêmio de realização vitalícia pelo Canada Council for the Arts, e um prêmio por excelência pelo Governor General’s Award.



Ficha técnica


Curadoria

Benjamin Seroussi

Efeitos especiais

Paul Brogen e Robert Ashford

Produção

Alita Mariah, Lucas Rodrigues (assistente de prrodução) e Vanessa Montenegro (assistente de produção)

Apoio

British Council, CSN e Canada Art Council for the Arts

Apoio cultural

MAXI

Agradecimentos

Afterall, Central Saint Martins, Cristina Becker, Deborah Cook, Departamento do Patrimônio Histórico, Effie Vourakis, Juliane Gomes, Martin Dowle, Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura da Cidade de São Paulo, University of the Arts, London




A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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