Programação

Black Shabat #2
Carla Boregas e Vomir

Black Shabat #2
Carla Boregas e Vomir

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24 de março, 16h / 2018

O segundo encontro do Black Shabat acontece com uma proposta de ativação de espaços inusitados da Casa do Povo por meio do som, pelos convidados Carla Boregas e Vomir, projeto performático de Romain Perrot (França).


Carla Boregas nasceu, vive e trabalha em São Paulo. Começou seu caminho autodidata pelo som como baixista da banda RAKTA em 2012. Em projeto solo, que leva seu nome, se aprofunda na música experimental e intuitiva sendo sua principal prática sonora a manipulação de sons sintetizados com enfoque na repetição, sensorialidade e memória sonora. Também é parte do duo de música eletrônica abstrata FRONTE VIOLETA. Desde 2013 está a frente do selo independente DAMA DA NOITE DISCOS, responsável pela edição física em vinil e fita cassete, de seus projetos e de outros artistas da cena musical independente paulistana.


Vomir é o projeto performático de Romain Perrot (França), artista que trabalha o ruído. Junto a Richard Ramirez (EUA) e Sam McKinley (Canadá), se encaixa na corrente da música experimental chamada Harsh Noise Wall [Parede de Ruído Áspero]. O ruído no seu trabalho é sempre contínuo, monolítico, e no entanto, percebido de formas diferentes por cada pessoa. Romain Perrot realizou mais de 300 gravações e toca regularmente em concertos na cena do ruído internacional. Propõe, há vinte anos, inúmero projetos como músico solo ou em colaboração, no espectro da improvisação selvagem, de parasitismo sonoros e interferências acústicas.

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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Clique aqui para ver as edições antigas do Nossa Voz (de 1947 a 1964).