Programação

50 tons de vermelho
Rodrigo Andrade

50 tons de vermelho
Rodrigo Andrade

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Obras comissionadas

Entre as obras da mostra-manifesto Rejuvenesça! que aconteceu de outubro de 2018 a fevereiro de 2019 está um grande mural ao longo das escadarias da Casa do Povo, que permanece após o término da exposição. Na subida vertical dos seis lances de escada que levam ao terraço, o visitante é acompanhado por formas um tanto orgânicas em tons quentes, que variam numa escala do laranja ao roxo. Algo nessas formas faz pensar em arabescos decorativos em movimento, ou talvez em pequenos monstros e criaturas fantásticas que surgem entre as imperfeições e os obstáculos das paredes habitando o espaço de trânsito do edifício.


A presença visual da obra também deixa rastros que contam sobre seu processo de realização. Em diferentes pontos da parede é possível notar contornos a lápis que nunca foram continuados ou preenchidos. Essas marcas, que em papel ou em tela poderiam ser facilmente encobertas, deixam ver o deslocamento da pintura de Rodrigo Andrade para suportes menos convencionais em sua prática. A pintura direto na parede, em grande formato, sem o uso espesso da tinta óleo foge de suas técnicas conhecidas.


50 tons de vermelho traz variações dessa cor que, no campo político, alude historicamente a movimentos progressistas. A inscrição desses diferentes matizes e formas parece ganhar um sentido preciso nas paredes da Casa do Povo, que desde 1953 acolhe simultaneamente movimentos filiados a diferentes linhas, porém todos eles dentro de valores identificados ao campo progressistas.

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


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