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Cartoneras
releituras latino-americanas

Cartoneras
releituras latino-americanas

Poster
1/1

01 November to 8 February

2 pm to 7 pm

A exposição Cartoneras: releituras latino-americanas é resultado de dois anos de pesquisa realizada pelo curador e antropólogo Alex Ungprateeb Flynn e pela professora de Estudos Culturais Lucy Bell, ambos pesquisadores britânicos que atuam no Brasil e no México, respectivamente. Para a realização da mostra, foi convidada a curadora brasileira Beatriz Lemos, que possui significativa experiência de pesquisa na relação entre as diversas cenas artísticas latino-americanas.


O projeto de pesquisa, baseado nas universidades britânicas de Surrey e Durham, com financiamento do Arts and Humanities Research Council (AHRC), aborda a trajetória do movimento cartonero, composto por editoras que utilizam o papelão reciclado na encadernação de seus livros. Muitos desses coletivos trabalham em colaboração com catadores de papelão em diversas cidades da América Latina, embora esse dado não defina um panorama geral, pois as editoras cartoneras fazem uso do papelão de diferentes maneiras e de acordo com especificidades do contexto de cada país.


O fenômeno cartonera teve início em Buenos Aires, durante o drástico período da crise econômica que se instalou no país em 2001, com o editorial Eloísa Cartonera, idealizado pelo artista plástico Javier Barilaro e pelo escritor Washington Cucurto, com o apoio da curadora Fernanda Laguna. Em virtude de seu viés político e cultural, as editoras cartoneras rapidamente se tornaram símbolos de resistência na Argentina e seu modelo se espalhou pelo mundo inteiro. Atualmente, esses editoriais se encontram em mais de vinte países, entre América Latina, Estados Unidos, Europa e Ásia.


A mostra Cartoneras: releituras latino-americanas conta com cerca de 320 exemplares, fruto do trabalho de diversas editoras cartoneras oriundas de países como México, Brasil, Peru, Bolívia, Paraguai, Chile e Argentina, além de três títulos europeus. Os livros expostos formam um acervo que será adquirido pela British Library, pela Senate House Library e pela biblioteca da Universidade de Cambridge, inaugurando, assim, a segunda biblioteca cartonera fora da América Latina e a primeira na Europa.


A exposição contempla um ciclo de oficinas que será ministrado pelo coletivo Dulcinéia Catadora, com datas ainda a definir, de acordo com a programação do projeto educativo. Também haverá um seminário internacional nos dias 7 e 8 de novembro na Casa do Povo, que contará com a participação de integrantes e fundadores de editoras atuantes na Argentina, México e Brasil.


Além da exposição em São Paulo, o projeto prevê sua itinerância na Senate House Library da Universidade de Londres no fim de 2019.



Oficina

Confecção de Livros Cartoneros

02 de fevereiro, 14h30


Com Malha Fina Cartonera, editora cartonera de São Paulo.

Inscrições pelo formulário.


Seminário

Encontro Cartoneras: releituras latino-americanas

7 e 8 de novembro


Quarta-feira, 7 de novembro

9h30: Chegada

10h: Boas-vindas (Alex Flynn, Lucy Bell, Patrick O’Hare, Beatriz Lemos)

10h15: Visita guiada da exposição (Alex e Beatriz)

11h: Mesa redonda 1 – Cartonera, públicos e participação: qual a importância das ações e das intervenções de editoras cartoneras em colaboração com outros atores da sociedade?

● Quais parcerias estão sendo articuladas atualmente?

● Qual é o papel específico da oficina em criar conexões?

● Que tipo de circulação se dá a partir dessas interações e qual a importância desse fazer

manual e presencial?

Participantes: Maria Aparecida Dias da Costa (Dulcinéia Catadora), Sergio Fong (La Rueda), Solange Barreto (Catapoesia), Patrick O’Hare (Cartonera publishing), Laura Fernandez (La Regia)


12h30: Almoço no Café Colombiano – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro

14h: Mesa redonda 2 – Cartonera em perspectiva: como e por que o modelo das cartoneras se espalhou e continua a se desdobrar ao redor do mundo?

● Um projeto de arte, um projeto editorial, um projeto social?

● Quais são as diferenças entre as cartoneras, o que permanece e o que muda dependendo do contexto?

● Como o lugar em que a editora está baseada intervém na sua produção?

Participantes: Alex Flynn (Cartonera publishing), Cecilia Palmeiro (New York University, Buenos Aires), Javier Barilaro (Eloísa Cartonera), Idalia Morejón Arnaiz (Malha Fina), Thiago Honório (artista, Dulcinéia Catadora)


15h30: Café

16h: Mesa redonda 3: Cartonera para a frente: de que maneira podemos pensar a origem do fenômeno cartonera e suas direções?

● Em que sentido podemos pensar a cartonera como um trabalho de resistência, de caráter underground, e como uma iniciativa questionadora?

● Qual é o diálogo entre uma atuação de resistência sociopolítica e o “esmero” no fazer dos livros?

● Caso exista uma proposta inicial do fazer cartonero, é possível pensar num esvaziamento a partir da expansão do fenômeno?

Participantes: Dany Hurpin (La Cartonera), Fernando Villarraga (Vento Norte), Edmario José Batista (Universo Cartoneiro), Lucy Bell (Cartonera publishing), Nayeli Sanchez (La Cartonera)

17h30: Encerramento


Quinta-feira, 8 de novembro

11h: Mesa redonda 4: Exposições, mostras e objetos de arte

● Como o livro se transforma no contexto de uma exposição?

● De que maneira podemos pensar o espaço de exposição como uma espécie de intervenção na cidade e como um lugar de resistência?

● O que significa um livro feito de papelão assumir o status de objeto de arte?

Participantes: Miriam Soledad Merlo (Eloísa Cartonera), Beatriz Lemos (curadora da exposição), Douglas Diegues (Yiyi Jambo), Lúcia Rosa (Dulcinéia Catadora), Thais Graciotti (artista, Dulcinéia Catadora)


12h30: Almoço no Café Colombiano – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro

14h: Mesa redonda 5: Conexões, redes, coedições:

● Qual é a importância da colaboração para editoras cartoneras atualmente e ao longo dahistória?

● Quais são os espaços onde acontecem esses encontros e de que maneira se dão?

● Como podemos pensar outras atividades e espaços de troca daqui para a frente?

Participantes: Flavia Krauss (UFMT), Wellington de Melo (Mariposa), Israel Soberanes (El Viento Cartonero), Marc Delcan Albors (Pensaré), J.Pombo (PUC-SP), Paloma Celis-Carbajal (New York Public Library)


15h30: Café

16h: Oficina – O livro de papelão como cartografia

Ministrada pelo coletivo Dulcinéia Catadora, nesta oficina será proposta aos participantes a feitura de um livro inteiramente de papelão, com desenhos que terão como base fotos tiradas durante o encontro.

19h: Encerramento (Alex Flynn, Lucy Bell, Patrick O’Hare, Beatriz Lemos)


Participantes:

Alex Flynn (curador da exposição, Cartonera publishing – Durham University)

Andréia Emboava (Dulcinéia Catadora – São Paulo, Brasil)

Beatriz Lemos (curadora da exposição)

Cecilia Palmeiro (New York University, Buenos Aires)

Dany Hurpin (La Cartonera – Cuernavaca, México)

Douglas Diegues (Yiyi Jambo – Asunción, Paraguai)

Edmario José Batista (Universo Cartoneiro – Igarassu, Brasil)

Eminéia dos Santos (Dulcinéia Catadora – São Paulo, Brasil)

Fernando Villarraga (Vento Norte Cartonero – Santa Maria, Brasil)

Flavia Krauss (Universidade Federal de Mato Grosso)

Idalia Morejón Arnaiz (Malha Fina Cartonera – São Paulo, Brasil)

Israel Soberanes Martínez (El Viento Cartonero – Ecatepec de Morelos, México)

J.Pombo (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)

Javier Barilaro (Eloísa Cartonera – Buenos Aires, Argentina)

Laura Fernandez (La Regia Cartonera – Monterrey, México)

Lúcia Rosa (Dulcinéia Catadora – São Paulo, Brasil)

Lucy Bell (Cartonera publishing – University of Surrey)

Marc Delcan Albors (Pensaré – San Cristóbal de las Casas, México)

Maria Aparecida Dias da Costa (Dulcinéia Catadora – São Paulo, Brasil)

Miriam Soledad Merlo (Eloísa Cartonera – Buenos Aires, Argentina)

Nayeli Sanchez (La Cartonera – Cuernavaca, México)

Paloma Celis-Carbajal (New York Public Library – Estados Unidos)

Patrick O’Hare (Cartonera publishing – Manchester University)

Sergio Fong (La Rueda Cartonera – Guadalajara, México)

Solange Barreto (Catapoesia – Gouveia, Brasil)

Thais Graciotti (artista – Dulcinéia Catadora)

Thiago Honório (artista – Dulcinéia Catadora)

Wellington de Melo (Mariposa Cartonera – Recife, Brasil)




Ficha técnica


Curadoria: Alex Ungprateeb Flynn e Beatriz Lemos

Produção executiva: J.Pombo

Expografia e projeto gráfico: Grupo Inteiro

Coordenação educativa: Graziela Kunsch

Casa do Povo's programming expands the notion of culture, incorporating a large array of activities beyond artistic practices - from health and caring to community issues. The code of colors, filters and tags on the website helps to navigate through this entanglement of people and initiatives. Porous, mutant and critical, the programming allows the institution to structure itself without becoming rigid, to reinvent itself without growing precarious, to internationalize without giving up its local relevance, that is, in order to experiment with other forms of existence.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz is a publication by Casa do Povo. Literally “Our Voice,” the newspaper existed alongside the institution from 1947 to 1964, with texts in Yiddish and Portuguese and an editorial profile aligned with left wing ideals. It was shut down by the military dictatorship, which forced editor-in-chief Hersch Schechter and other contributors into exile. Relaunched in 2014, it continues to dialogue with its historical premises while rethinking its editorial directives.


The editorial committee relies on representatives from a wide variety of areas, meeting regularly to discuss issues concerning the city, memory and artistic practices according to the current political situation.

The publication is distributed free of charge and can be obtained at Casa do Povo during hours of operation, at partner institutions and some commercial establishments in the neighborhood of Bom Retiro in São Paulo.


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