Arquivo Vivo
Biblioteca da Casa do Povo

Arquivo Vivo
Biblioteca da Casa do Povo

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LOGOS
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Visitação

Terça a sábado,

14h às 19h



Inauguração

11 de maio,

10h às 13h 

2019

O que acontece quando uma biblioteca fechada há 40 anos reabre suas portas? 


Diante da iminente reinauguração da Biblioteca da Casa do Povo essa é a pergunta que tem habitado o prédio e os corpos que circulam dentro dele. Desde 2017 o projeto Arquivo Vivo vem elaborando perguntas sobre o sentido de retomar a biblioteca e o arquivo documental da Casa do Povo.


Como tornar público um acervo público? 

Como pode um arquivo contar a história de um espaço construído por vozes múltiplas e contraditórias? 

Como uma biblioteca pode organizar saberes sem imobilizá-los?


A reorganização da biblioteca e sua abertura é resultado de um processo coletivo. Contou com membros de grupos e iniciativas que formam o Povo da Casa, com Marina Sendacz e Leda Tronca, associadas da Casa do Povo que preservam o arquivo e participam das dinâmicas da instituição por várias gerações, e com a equipe técnica da Casa do Povo. A proposta não era apenas reabrir uma biblioteca como havia antes, mas procurar integrá-la ao que existe hoje no prédio, de forma que o passado pudesse ressignificar o presente e vice-versa.


Por meio de oficinas, conversas e ativações, entendemos juntos que a Casa do Povo abrigava não só uma, mas muitas bibliotecas. Além de quase 8 mil livros, muitos deles vindos nas malas de imigrantes refugiados da segunda guerra mundial, havia também os acervos de coletivos que habitam a instituição. A biblioteca de modelagens do Ateliê Vivo, a coleção de tipografias do Ocupeacidade, os pôsteres e publicações feitas no Parquinho Gráfico e as partituras do Coral Tradição ampliam as narrativas sobre a Casa do Povo. As diferentes tipologias desses acervos evidenciam a pluralidade de práticas que acontecem no espaço, ao mesmo tempo que aprofundam alguns dos eixos de trabalho da Casa desde sua fundação -  memória, resistência, experimentação, coletividades, bairro, judaísmo progressista, esquerdas, etc.


A criação desse espaço físico materializa uma série de convivências invisíveis e saberes coletivos que acontecem diariamente na Casa do Povo, colocando em um mesmo lugar práticas que normalmente acontecem em tempos e espaços separados. O mobiliário projetado pelo O grupo inteiro integra esses diferentes registros e acervos, propondo outras formas possíveis de frequentação dessa biblioteca pelos visitantes. Nesse sentido, a biblioteca funciona tanto como um espaço que cruza conhecimentos e histórias ligadas a temas de interesse da Casa do Povo, como uma plataforma auto-reflexiva que busca pensar o que pode ser uma biblioteca hoje, em toda sua potência viva.


O Arquivo Vivo não se encerra na sua inauguração, pelo contrário: uma série de ativações acontecem como parte da programação.

 

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