Oficina de Imaginação Política

Oficina de Imaginação Política é uma iniciativa implicada em práticas discursivas e performativas envolvidas com a imaginação radical para a justiça social. Suas principais atividades consistem em grupos de estudo, leituras públicas, debates e oficinas, práticas de escrita e tradução coletiva, impressos e publicações online, buscando distribuir e desenvolver ferramentas de criticalidade. OIP foi iniciada como uma proposta de Amilcar Packer para "Incerteza Viva - 32ª Bienal de Arte de São Paulo" e é composta por Valentina Desideri, Jota Mombaça, Michelle Mattiuzzi, Rita Natálio, Thiago de Paula e Diego Ribeiro.

Em 2017, a OIP passa acontecer na Casa do Povo em encontros pontuais como parte do projeto Possíveis Futuros com apoio do PROAC Espaços Independentes 2016. Confira a programação:

06/Abr - 20h

Dona Vilma (doc/2016/Londrina/26 min)
Exibição do filme seguida de conversa com Vanessa Oliveira, diretora do filme, e Maria José Menezes, integrante do Núcleo da Consciência Negra.

O filme conta a história de Vilma Santos de Oliveira, também conhecida como Yá Mukumby, passando por sua trajetória pessoal, política e religiosa, com destaque para sua participação na instauração do processo de cotas na Universidade Estadual de Londrina. A direção é de Vanessa Santos de Oliveira, filha de Dona Vilma. O curta foi produzido ao longo de aproximadamente dois anos. As entrevistas foram gravadas no segundo semestre de 2015 e a edição e a busca por materiais de arquivo consumiu quase todo o ano de 2016. A primeira exibição do documentário aconteceu no Dia da Consciência Negra, como parte da programação da 18ª Edição do Festival Kinoarte de Cinema em Londrina.

Ficha Técnica
Produtoras: Kinoarte, Filmes do Leste
Direção: Vanessa Santos de Oliveira
Produção: Bruno Gehring
Roteiro: Artur Ianckievicz
Fotografia: Anderson Craveiro
Arte: Felipe Augusto
Som: Vinicius Rett, Artur Ianckievicz
Montagem: Flavia Fodra, Artur Ianckievicz

21/Abr - 20h

Dívida Impagável: reflexões sobre o valor e a violência
Conversa com Denise Ferreira da Silva

Como sabemos, “dívida” se refere a uma obrigação, como um significante moral, isto é, uma relação ou um princípio. Assim sendo, proponho que as dívidas impagáveis – as quais as ferramentas abstratas implicadas na Crise Financeira Global de 2008 tornaram fontes de valor financeiro – expõem algo sobre este momento do capitalismo global. Nesta apresentação da Coisa (Das Ding), exploro uma certa leitura de Kindred, primeiro livro de Octavia E. Butler, escritora negra estadunidense, num experimento por meio do qual tento extrair matérias e procedimentos que possam ajudar a uma re-composição radical, uma re-imagem do Mundo sem as medidas e mediadores que ordenam o presente global.

Denise Ferreira da Silva é professora associada e diretora do Instituto de Justiça Social (Instituto de Gênero, Raça, Sexualidade e Justiça Social) da Universidade da Colúmbia Britânica. Seus escritos acadêmicos e práticas artísticas abordam as questões éticas do presente global e visam as dimensões metafísicas e onto-epistemológicas do pensamento moderno. Dentre suas publicações acadêmicas destacamos Toward a Global Idea of ​​Race (Universidade de Minnesota Press, 2007) e o volume editado Race, Empire and The Crisis of Subprime (com Paula Chakravartty, Johns Hopkins University Press, 2013). Ferreira da Silva é editora principal da série de livros Race e Postcolonial, Routledge / Cavendish Law (com Mark Harris e Brenna Bhandar). Escreveu para publicações das Bienais de Liverpool e São Paulo em 2016, e cria eventos e textos como parte de sua prática de Leituras Poéticas em colaboração com Valentina Desideri. Foi conselheira de Natasha Ginwala e curadora da Contour 8 Biennale