Monumento Vivo

Construída logo após a Segunda Guerra Mundial, a Casa do Povo foi erguida por meio de um esforço coletivo da comunidade judaica progressista recém-chegada da Europa. O espaço nasceu de um desejo duplo: homenagear os que morreram nos campos de concentração nazistas e criar ao mesmo tempo um espaço que reunisse o que havia de mais vanguardista na época, dando continuidade à cultura judaica laica silenciada na Europa Oriental. Isso se concretizou na inauguração, em 1953, da Casa do Povo como monumento vivo, um lugar onde lembrar é agir. 

A tradução dessa ideia está na construção de um prédio moderno, projetado pelo então jovem arquiteto Ernest Mange. Os amplos salões dos andares são espaços maleáveis que se adaptam a diferentes usos. O edifício acolheu ao longo de sua história o jornal Nossa Voz, o Ginásio Israelita Scholem Aleichem, o teatro TAIB e algumas associações comunitárias do bairro.

Após enfrentar diversas crises institucionais, que acompanharam de certa forma o abandono da região do centro de São Paulo, a Casa do Povo iniciou em 2011 um projeto de renovação com o objetivo de dar continuidade aos ideais de seus fundadores. Desde então, a Casa do Povo voltou a ser inserida no calendário cultural da cidade e, extrapolando os limites da comunidade que a criou, tem se firmado como um dos poucos espaços que desenvolve, abriga e incentiva práticas artísticas focadas no processo, na experimentação e na transdisciplinaridade. Numa relação estreita com sua história, busca se firmar também como lugar de memória mantendo atividades como o Coral Tradição e o jornal Nossa Voz

Paralelamente, a Casa do Povo mantém um arquivo composto por mais de 4.000 livros e documentos que mapeiam a historia da cidade de São Paulo e do bairro, da imigração judaica e da preservação da cultura ídiche. O acervo é aberto ao público e pode ser visitado mediante agendamento. Para agendar um horário escreva para info@casadopovo.org.br.