Quando Quebra Queima

Quando Quebra Queima é uma peça construída por estudantes que viveram o processo de ocupações e manifestações do movimento secundarista em 2015 e 2016. Frutos da primavera secundarista, 14 corpos insurgentes deslocam para a cena a experiência dentro das escolas ocupadas, criando uma narrativa coletiva e comum a partir da perspectiva de quem viveu o dia a dia dentro do movimento.

A peça é uma “dança-luta” coletiva construída a partir das experiências recentes de cada performer: textos, músicas, coreografias, e fotos feitas pelos próprios secundaristas compõem a cena; gritos de luta são cantados; ações e movimentos de rua são evocados no corpo de todos que participam. Ocupando o tempo presente, a ColetivA Ocupação provoca de maneira pulsante o universo que compõe esse movimento que transformou o corpo e vida de todos que participaram.

Sobre a ColetivA Ocupação

Em outubro de 2015, o Governo do Estado de São Paulo tentou impor um projeto para reorganizar e fechar mais de 100 escolas estaduais, sem consultar os estudantes ou a comunidade escolar. Como resposta a esse projeto, secundaristas de todas as regiões ocuparam suas escolas e barraram a proposta de sucateamento da educação.

A ColetivA Ocupação é um encontro raro entre entre estudantes, artistas e performers de diferentes regiões de São Paulo, que se conheceram durante as ocupações. Dessa aproximação nasceu o grupo que tem um trabalho contínuo de convivência e criação desde 2016 na Casa do Povo.

A partir disso, a luta secundarista seguiu por vários espaços e ganhou diferentes desdobramentos – o teatro foi uma delas. Durante as ocupações, o grupo experienciou o que é pensar e agir através do corpo e performance como instrumento de combate.

A primeira apresentação da ColetivA aconteceu em 2016, a convite da Casa do Povo, no encontro Performando Oposições. Em 2017, o coletivo foi convidado para criar uma performance para a MIT - Mostra Internacional de Teatro. Em 2018 ap UNEAFRO, no Encontro de Antropologia VI ReAct, na USP, na Escola Nacional Florestan Fernandes e na Escola Estadual Caetano de Campos. Organizaram ainda o encontro O que aconteceu desde que pulamos os muros na Matilha Cultural e foram convidados do programa  Laboratório de Estruturas de Flexíveis na Casa do Povo e no lançamento do livro Negri no Trópico, da N-1 Edições com a participação de Antonio Negri.

Criação e Performance
Abraão Santos
Alicia Esteves
Alvim Silva
Ariane Fachinetto
Beatriz Camelo
Gabriela Fernandes
Ícaro Pio
Leticia Karen
Lilith Cristina
Marcela Jesus
Matheus Maciel
Mel Oliveira
Direção cena Martha Kiss Perrone

Assistência de direção Mayara Baptista
Dramaturgia Coletiva Ocupação
Som/Performance life André Dias de Oliveira e Heitor de Andrade
Vídeo Martha Kiss Perrone
Fotos durante a peça Alicia Esteves
Figurino Coletiva Ocupação, Lu Mugayar e Ateliê Vivo
Iluminação Alicia Esteves e Mayara Baptista
Preparação Corporal Natália Mendonça
Operação vídeo em cena Mayara Baptista
Arte Cartaz Alicia Esteves/ Edições Auroras/ Ocupeacidade
Oficina Voz Tatiana Parra
Produção Coletiva Ocupação/Otávio Bontempo/Julia Oliveira Kiss
Apoio Casa do Povo

Serviço

Temporada prorrogada
19 e 20 de maio (sábado e domingo), 20h30
Bilheteria abre às 19h
R$20 reais/ R$10 para estudantes e moradores do Bom Retiro (apresentar comprovante de residência)
Estudante secundarista não paga
Acesso somente por escadas

Temporada
04, 05, 06 de Maio (sexta a domingo)
13 de Maio (domingo)
19h
Duração 1h10
Bilheteria A bilheteria aberta 1h antes nos dias das apresentações