Arquivo Vivo: Oficina de Anedotas

A Oficina de Anedotas propõe a artistas/escritores/curiosos que mergulhem no arquivo e biblioteca existentes da Casa do Povo para a construção de anedotas que partam desse lugar. A oficina segue uma estrutura flexível na qual cada participante é convidado a investigar o espaço físico da biblioteca somado a um acompanhamento individual da artista com o intuito de afinar a escolha, pesquisa e forma final da produção dos participantes.

Segundo a etimologia da palavra, anedota deriva da associação em grego da palavra ekdotos, publicar, com a negativa an, sendo entendido como ‘coisas não publicadas’. No português brasileiro, anedota é o nome dado a um acontecimento escrito ou verbal paralelo a uma história, geralmente inédito e pouco conhecido, mas que por sua forma curta e pontual é capaz de reportar o essencial na história do qual é anexo.

Prima da digressão, passível de ficção, e afetuosa aos que têm boa memória, a anedota costuma ser associada ao riso e à graça por seu caráter marginal de importância no trajeto de contar uma história. Com a leveza de um recurso de linguagem que nos permite insistir que o que interessa nem sempre se parece com ‘o que interessa’.

A oficina pretende ser um organismo temporário que exercita em várias mãos uma versão possível da história da Casa do Povo através de seus livros, objetos, pessoas, histórias, papéis, memórias, perdidos e achados. A proposta é parte do projeto Arquivo Vivo, uma plataforma que busca ativar a biblioteca da Casa do Povo, atualmente em fase de restauro e catalogação, e que pretende ser aberta ao público em 2018. 

Abertura de Processo
05/12 às 19h

Após seis semanas de pesquisa, mergulho, achados e perdidos, os 11 participantes da Oficina apresentam os resultados de suas imersões no arquivo e na biblioteca da Casa do Povo.

As apresentações variam em tema e em formato tanto quanto variam as áreas de interesses dos seus participantes. Será uma noite de compartilhamento onde o público será convidado a partilhar 11 pontos de vista diferentes, que vão desde de pesquisas históricas, a proposições artísticas, depoimentos, memória pessoal, intervenções gráficas, poesia estrutural e elucubrações ficcionais. 

Integram o grupo: Carolina Sinhorelli, Gilson Schwartz, Laura Cosendey, Luciana Araujo Marques, Marcela Maria, Natalie Salazar, Nicolas Llano Linares, Nina Guedes, Renato Jacques, Silfarlem Oliveira, Telma Melo e Maíra Dietrich. 

Para abrir o evento contaremos com a presença de Marina Sendacz, coordenadora do arquivo da Casa do Povo; Marília Loureiro e Fernanda Morse, como representantes da equipe da Casa do Povo.

Atividade gratuita e aberta ao público.

Sobre o projeto Arquivo Vivo:

Arquivo Vivo é uma plataforma que surge a partir do arquivo e da biblioteca existentes na Casa do Povo, com o intuito de ativar esses espaços de memória. Artistas, pesquisadores, filósofos, escritores, arquitetos, etc. são convidados a conhecer esse conjunto de documentos e propor uma intervenção dentro do recorte que lhes pareça mais interessante. São plantas do edifício, peças de divulgação das atividades que ocorreram na instituição, fotografias, objetos, documentos administrativos e uma biblioteca de cerca de 4.000 volumes, quase toda em ídiche, formada por doações de imigrantes que frequentavam a Casa do Povo.

Atualmente em fase de higienização, restauro e catalogação, este acervo será brevemente aberto ao público. Nesse sentido, o projeto Arquivo Vivo, busca que, além de preservado, esse material proporcione espaços de reflexão acerca das diversas e contraditórias narrativas que permearam a história da instituição e que possa ajudar na imaginação e na construção de futuros possíveis.


Sobre a artista:

Maíra Dietrich é de Florianópolis e nasceu em 1988. Artista Plástica formada pelo Centro de Artes da UDESC, trabalha com linguagem, escrita, desenho e publicações. Organizou com Fabio Morais e Regina Melim a TURNÊ - feira de publicações independentes que itinerou durante 2012 a 2014 nas capitais do sul e sudoeste. Teve seu ateliê durante 2015 e 2016 na Casa do Povo. Atualmente cursa Mestrado no KASK & Conservatorium / School of Arts em Ghent na Bélgica onde vive. Coordena desde 2012 a editora A Missão. mairadietrich.com